Sefisa Laranjo Restier



SILÊNCIO


Silêncio que traduz inquietações...
pobres almas que sofrem, abandonadas,
o desespero e a dor de uma saudade!
Silêncio que canta,
na mudez escarpada dos rochedos
que as ondas do mar,
em lânguidos requebros, vem beijar...
Quanta amargura vem do teu silêncio
cego e obstinado!
Há pérolas de orvalho nas roseiras
que se desfolham,
como os sonhos, na noite, se perderam
desfeitos em lágrimas!
Pelo silêncio infindo do meu medo,
vagam sombras negras,
visões de luto e dor, trazendo a morte
nas asas do sonho...
Sonhos de mãos feridas, ansiosas,
buscando outras mãos
que ficaram distantes, na quietude
dos destinos vãos...












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